Um futuro sombrio se estende sobre mim
Como a névoa que desce conjunto com o crepúsculo
Sinto o medo na brisa leve que sopra
A estática me deixa eufórica
Que o fim se aproxima mais rápido
Correndo
A velocidade da luz
O perigo me encontra
Mas meu pensamento esta longe
Feliz, no passado
Neste findo segundo
Minha alma se encontra
Com meu sorriso torto favorito
Mente tranquila
Mas meu corpo protesta
Quer correr
Fugir
Se esconder
Mas a mente domina a matéria
Conforme o sol some
Toco-me que jamais o terei novamente
Tudo passou
O tempo correu
As coisas mudaram
E todo meu ser se prende ao minuto anterior
Luto e resisto, porém
Impasse
Enquanto decido-me
O crepúsculo some
E a escuridão toma forma
Não metafóricamente
Realmente
O buraco em meu peito cresce
E lateja
Já que é uma escuridão sem estrelas
Sem esperanças
O tempo cura tudo
Uma ruptura sem trauma
Milagrosamente
Surpreendentemente
Um pequeno sol
Ilumina minha noite perpétua
Felicidade plena
Não existe em meu plano de vida
Porem só um ponto
De minha capacidade de amar
Um ponto cego
Ninguém merece ser tratado assim
Mas com este pensamento
Sem sol
Meu peito se abre, dilacera o resto que sobra
Sou egoísta demais
Estou buscando uma felicidade
Passageira
Porem as cicatrizes inflamaram
Preciso de mais uns minutos de insanidade
Sinto o vento frio tocar minha face
Penicar em meus braços, meus pés
Há frente o vazio
A liberdade
Talvez seja tudo em vão
Insanidade
Desperdício
De tantas memórias doidas
Tenham me tornado masoquista.
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