segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

New Moon – The second

Um futuro sombrio se estende sobre mim

Como a névoa que desce conjunto com o crepúsculo

Sinto o medo na brisa leve que sopra

A estática me deixa eufórica

Que o fim se aproxima mais rápido

Correndo

A velocidade da luz

O perigo me encontra

Mas meu pensamento esta longe

Feliz, no passado

Neste findo segundo

Minha alma se encontra

Com meu sorriso torto favorito

Mente tranquila

Mas meu corpo protesta

Quer correr

Fugir

Se esconder

Mas a mente domina a matéria

Conforme o sol some

Toco-me que jamais o terei novamente

Tudo passou

O tempo correu

As coisas mudaram

E todo meu ser se prende ao minuto anterior

Luto e resisto, porém

Impasse

Enquanto decido-me

O crepúsculo some

E a escuridão toma forma

Não metafóricamente

Realmente

O buraco em meu peito cresce

E lateja

Já que é uma escuridão sem estrelas

Sem esperanças

O tempo cura tudo

Uma ruptura sem trauma

Milagrosamente

Surpreendentemente

Um pequeno sol

Ilumina minha noite perpétua

Felicidade plena

Não existe em meu plano de vida

Porem só um ponto

De minha capacidade de amar

Um ponto cego

Ninguém merece ser tratado assim

Mas com este pensamento

Sem sol

Meu peito se abre, dilacera o resto que sobra

Sou egoísta demais

Estou buscando uma felicidade

Passageira

Porem as cicatrizes inflamaram

Preciso de mais uns minutos de insanidade

Sinto o vento frio tocar minha face

Penicar em meus braços, meus pés

Há frente o vazio

A liberdade

Talvez seja tudo em vão

Insanidade

Desperdício

De tantas memórias doidas

Tenham me tornado masoquista.

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